O luto que fica no corpo + Rodada de EFT

Tem coisa mais difícil do que guardar aqui na garganta palavras que nunca foram ditas? Frases inteiras, verdades inteiras, sentimentos inteiros que ficaram presos no corpo. Isso acontece muito quando alguém morre. A pessoa não está mais aqui fisicamente, mas continua viva na nossa cabeça, no nosso peito, na nossa memória. Às vezes é um pedido de perdão, às vezes é um agradecimento, às vezes é um desabafo que nunca encontrou espaço. E tudo isso pesa. O corpo sente.

O que muitas pessoas não percebem é que esse não dito vira energia parada dentro da gente. E energia parada vira dor, aperto, nó na garganta, peso no peito. Por isso eu quis trazer essa reflexão e uma rodada de EFT para aquilo que ficou guardado e que já está pedindo para ser liberado.

Quando as palavras ficam presas no corpo

Guardar o que não foi dito dói. Dói porque o corpo não sabe lidar com silêncio emocional. Eu escuto muito isso: tinha tanta coisa que eu queria ter falado. Como seria bom se você estivesse aqui para me ouvir.E não é fraqueza sentir isso. É humano.

Quando alguém parte, a comunicação se rompe no plano físico, mas não dentro da gente. As frases continuam ecoando. O corpo continua tentando concluir algo que ficou aberto.

EFT como caminho para liberar o que ficou entalado

Na rodada de EFT, eu convido você a olhar para essa verdade guardada com amor. Repita:

"Apesar de eu não ter dito tudo que eu queria, mesmo assim eu me amo e me aceito."
"Apesar da partida e da falta de comunicação, tanta coisa não dita, mesmo assim eu me amo e me aceito."

Essas frases não apagam a dor, mas permitem que ela seja digerida. Respirar, tocar esses pontos e dar voz ao que ficou preso muda a energia do luto dentro do corpo. Não é esquecer. É integrar.

Escrever para continuar vivendo

Eu sempre digo algo que pode parecer simples, mas é profundo: escreva. Mesmo que você diga que não gosta de escrever. Mesmo que pareça estranho.

Coloque no papel tudo o que você gostaria de ter falado. Sem julgar, sem corrigir, sem censurar. Depois você pode rasgar, queimar, guardar, não importa. O importante é tirar isso do corpo.

Isso vale para quem já partiu, mas também vale para alguém que está vivo e com quem você sente que não consegue falar. Porque no fim das contas, esse processo é mais sobre você do que sobre o outro. É sobre liberar o que está entalado aí dentro.

Sentar, respirar e escrever é uma forma de honrar o que foi vivido e, ao mesmo tempo, escolher continuar a vida. A sua vida é preciosa. Tire de você o que não quer mais ficar preso.

Eleve sua vida
"Sua história não define seu futuro, apenas o que você decide hoje."
Mentoria com Miria Kutcher