Rodade de EFT: Se eu relaxar, tudo desmorona
Existe uma crença muito comum que aparece em muitas mulheres que chegam até mim. A ideia de que, se eu relaxar, tudo para. Se eu relaxar, tudo desmorona. Como se fosse necessário um esforço constante para a vida funcionar. Essa crença chegou até mim através de uma mensagem no direct do Instagram. Uma mulher me contou a história dela e pediu, com muita verdade, que eu fizesse uma rodada de EFT para trabalhar isso.
Depois desse primeiro contato, eu sempre convido a observar o corpo. Onde essa crença vive em você? No peito, no estômago, na garganta? Porque essa história não está só na mente. Ela está no corpo inteiro.
A crença do esforço constante
Quando eu acredito que preciso fazer muito esforço para tudo dar certo, eu entro num estado de ansiedade permanente. Eu não posso parar. Eu não posso descansar. Eu não posso relaxar. Porque, na minha cabeça, se eu fizer isso, tudo desmorona.
Essa crença muitas vezes nasce de experiências antigas. Momentos em que eu senti que, se eu não segurasse tudo sozinha, ninguém seguraria. Relacionamentos, trabalho, família. Aos poucos, isso vira um modo de viver. Um estado de alerta constante. E o corpo vai ficando esgotado.
Eu escuto muito essa frase: o que é desse relacionamento sem mim, sem o meu esforço? E junto dela vem o cansaço profundo de quem está tentando sustentar tudo sozinha.
A rodada de EFT para soltar o controle
Repita:
"Apesar de eu acreditar que se eu relaxar tudo desmorona, mesmo assim eu me aceito.
Apesar da minha dificuldade em relaxar porque eu acho que nada acontece sem o meu esforço, mesmo assim eu me amo e me aceito."
Durante a rodada, aparecem frases que revelam o peso que essa crença carrega, como: " Eu não posso parar. Eu tenho que pensar em tudo. Eu estou esgotada."
E então vem um ponto importante. A rendição. Não como desistência, mas como descanso. Eu me rendo à minha necessidade de relaxar. Eu preciso sim relaxar.
O medo do desmoronar
Quando eu pergunto para o corpo o que acontece se eu relaxar, muitas respostas vêm carregadas de medo. E se tudo desmoronar? E se eu perder tudo? Mas será que desmorona mesmo? Ou será que o que desmorona é uma forma antiga de viver que já não serve mais?
Às vezes, permitir que algo desmorone é abrir espaço para algo melhor se construir. Uma história mais leve. Um caminho mais verdadeiro. Uma versão minha que confia mais na vida e menos no controle.
Um convite para continuar esse movimento
Eu sempre sugiro um exercício simples depois dessa rodada. Escreva momentos da sua vida em que algo realmente desmoronou. Olhe para eles com honestidade. O que você aprendeu ali? Esse medo é do presente ou é uma memória antiga que ainda vive em você?
Se você sente que tem uma crença te limitando, me escreva. Pode ser pelos comentários ou pelo Instagram, no arroba Miriam Couture. Se quiser mandar sua história em privado, fique à vontade. Eu uso essas histórias para criar rodadas que ajudam não só você, mas muitas outras mulheres também.
Vamos relaxar um pouco. A vida é preciosa. E você não precisa carregar tudo sozinha.